Quando eu era criança mulher que trabalhava fora usava salto, sofria e ponto final. Os saltos finissimos que minha mãe usava (modelos lindos da Czarina que me deixavam louca para ficar adulta) resultaram em problemas circulatórios para as mulheres daquela geração. A nossa tem opções, a começar pelo ambiente de trabalho, cada dia mais informal - pelo menos para algumas sortudas como eu. Se você não pode trabalhar de croocs, saiba que muita tecnologia de ponta está tornando os calçados femininos coisas mais “humanas”.
No outro post falei do Infravermelho Longo (que ainda não testei), que proporciona imenso bem-estar e saúde por auxiliar a circulação sanguínea dos pés e panturrilhas, prevenindo doenças, como varizes, inchaços e inflamações. A explicação tem cara de vó, mas serve para todas as mulheres que ficam muito tempo em pé ou sentadas. Outra idéia bárbara é de calçados femininos com memória. Já pensaram no que pode ser isso?
Dizem que eles se ajustam ao pé da pessoa sem deformar. Hoje grande parte dos calçados lembram tênis nos detalhes: são térmicos, oferecem tratamento bactericida e fungicida, a palmilha é composta por microporos (que absorvem a umidade natural dos pés), e agora com mais 70% de conforto, pois a espuma interna passou a ter 5mm. O avesso de microfibra garante a aderência necessária para que o pé não escape do sapato protegendo contra calos, bolhas e evitando danos as meias e muito mais. Com solado inteiro em Bidensidade os calçados proporcionam na parte frontal mais maciez e flexibilidade, na parte traseira maior rigidez, gerando maior estabilidade. Saltos com paredes espessas que dão maior resistência e contraforte com efeito pingue-pongue e o taco em TPU (material que proporciona menor dureza e reduz o incomodo barulho “toc toc”) prometem tornar a elegância confortável. Quer mais? Quinas arredondadas evitam riscos e arranhões nos saltos! Não sei de vocês, mas eu sempre troco os saltos dos meus sapatos, acabam estragando nas calçadas de São Paulo.
Uma linha de calçados que considero confortável é a Picadilly e foi num release apresentando a linha outono-inverno deles que li os detalhes acima. Mesmo não sendo de couro - o que faz os preços serem bons - eles têm sistemas interessantes para aliviar o cansaço do dia-a-dia e têm investido em design. Escarpins em dedradê, sapatilhas casuais e calçados estão saindo da fábrica com uma tecnologia chamada “Maxy Therapy”.
Andei lendo que o preto volta com tudo e como adoro a cor, fiquei contente, mesmo não sendo fã dos metalizados que vão acompanhar a cor. Mas vernizes e perolados que voltam são lindos e brilho e glamour. Além do brilho, os tons degradê me lembraram muito a moda dos anos 1980 em escarpins com saltos variados e formatos de bicos arredondados ou finos.
Gostei do design da linha Lolita, mas já li e vi na TV que baixinhas como eu não devem usar botas de cano medio nem tênis de cano alto porque “diminui” a perna. Mas enfim, deixo a imagem, né? Já que vão usar e abusar de botas novamente, justamente das mini botas com saltos variados e botões estilizados, fica para quem pode.
P.S. Como contei num post, eu estou me habituando a usar calçados baixos, o que é um suplício para uma baixinha como eu - e com um marido alto como o meu também (risos). Meu croocs tem ajudado muito (o calçado é realmente viciante, mesmo não sendo nada elegante!) e o calor também favoreceu. Mas agora que esfriou, impossível não pensar numa bota ou outro calçado fechado e quentinho, né?








